A crise estrutural da indústria química agrava-se – o tempo para agir está a esgotar-se

Quem agir agora aumenta as suas hipóteses de continuar a ser competitivo em 2040

14.08.2026
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A indústria química europeia tem vindo a funcionar em modo de crise há anos: entre 2020 e 2025, a taxa de utilização da capacidade produtiva situou-se significativamente abaixo do nível do período anterior. Nos últimos três anos, foi anunciado o encerramento ou a venda de mais de 100 instalações na Europa. São sobretudo os grupos internacionais que estão a abandonar a Europa, como revela uma nova análise da consultora Boston Consulting Group (BCG). A razão para este declínio reside em enormes problemas estruturais. Os elevados custos da energia, as restrições relativas às emissões de CO₂ e o excesso de capacidade proveniente da Ásia e do Médio Oriente pesam sobre as empresas.

Os preços elevados da energia e a regulamentação prejudicam a competitividade

A recuperação a curto prazo no segundo trimestre de 2026 não altera esta situação: as perturbações nas cadeias de abastecimento conduziram a preços mais elevados e melhoraram temporariamente a posição competitiva dos produtores europeus. «Foi um surto temporário, não uma recuperação estrutural. A evolução dos últimos anos não pode ser revertida», explica Jan Friese, sócio sénior e especialista no setor químico da BCG.

Os custos energéticos têm um impacto particularmente significativo na competitividade das empresas: em 2025, os preços do gás na Europa eram até quatro vezes superiores aos dos EUA ou do Médio Oriente, enquanto a eletricidade era duas vezes mais cara do que nos EUA. O preço do CO₂ no mercado de comércio de emissões da UE situa-se hoje significativamente acima do nível dos anos anteriores. Ao mesmo tempo, a pressão das importações aumenta: a quota da China nas importações da Europa Ocidental aumentou nos últimos anos, o que pode agravar a pressão sobre os preços.

A necessidade de agir por parte da indústria química é grande

«As empresas têm de agir agora. Quem hesitar hoje corre o risco de ficar esmagado, nos próximos anos, entre custos crescentes e uma pressão crescente das importações — um cenário que é particularmente grave para a Alemanha, enquanto local de produção química com maior consumo energético da Europa», adverte Hubert Schönberger, especialista da BCG e coautor do estudo.

Devido à elevada dinâmica, é difícil prever exatamente como evoluirão as condições gerais. Os especialistas da BCG consideram possíveis quatro cenários:

1. Regionalização: a questão da segurança do abastecimento ganha importância; a produção volta a ser transferida para a Europa em maior medida, apesar dos custos mais elevados

2. Convergência de custos: os preços da energia e das matérias-primas descem na Europa, mas o excesso de capacidade a nível mundial continua a exercer pressão sobre as margens.

3. Prémio ecológico: a procura por produtos com baixas emissões de carbono cresce a um ritmo suficientemente rápido para recompensar os fabricantes que se destacam de forma credível – os produtos convencionais ficam sob maior pressão.

4. Afluxo de importações: A pressão das importações continua a aumentar; as empresas perdem quotas de mercado e são obrigadas a reduzir as suas capacidades.

Preservação do valor, consolidação ou crescimento

Cada cenário distribui o valor e as margens de forma diferente. Nenhum dos cenários conduz automaticamente a um retorno generalizado da competitividade da indústria química europeia. Pelo contrário, as perspetivas irão diferir significativamente consoante o segmento: «As médias do portfólio perdem relevância; as decisões têm de ser tomadas, cada vez mais, segmento a segmento e, por vezes, até mesmo para instalações individuais», explica Friese. No futuro, as empresas terão de gerir os seus portfólios de forma significativamente mais granular e avaliar separadamente cada divisão, cada segmento e, em alguns casos, até mesmo instalações individuais. Em áreas fortemente ameaçadas, o objetivo final é a preservação do valor. Isso significa: reduzir capacidades, vender ativos e reduzir radicalmente os custos.

Nos casos em que ainda se ganha dinheiro, mas a pressão aumenta, faz sentido melhorar as margens através de parcerias seletivas e de processos mais eficientes. Só nos casos em que os produtos se distinguem claramente da concorrência é que o crescimento ainda vale a pena – com investimento em inovação e novas capacidades: «As empresas têm de optar por um modelo de negócio — liderança em custos, cadeia de valor integrada ou especialização impulsionada pela inovação — e implementar essa decisão de forma coerente. Quem tentar manter todas as opções em aberto acaba por perder tempo, que, neste contexto, já não está disponível», afirma Friese.

Impulsionar medidas «sem arrependimento»

Independentemente do cenário que venha a ocorrer, existem medidas que são, em qualquer caso, necessárias para garantir a sustentabilidade futura. Entre elas contam-se: concentrar o portfólio em segmentos fortes, reduzir de forma consistente a base de custos, garantir o abastecimento de matérias-primas e energia a longo prazo e melhorar os processos com tecnologia digital e IA.

«Estas medidas não alteram o contexto externo. No entanto, em conjunto, melhoram a resiliência e ampliam a margem de manobra estratégica», explica Schönberger.

Observação: Este artigo foi traduzido usando um sistema de computador sem intervenção humana. A LUMITOS oferece essas traduções automáticas para apresentar uma gama mais ampla de notícias atuais. Como este artigo foi traduzido com tradução automática, é possível que contenha erros de vocabulário, sintaxe ou gramática. O artigo original em Alemão pode ser encontrado aqui.

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